sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Ciclo de vida do papel
O ciclo de vida do papel, no Brasil, inicia-se com plantio do eucalipto, que leva de seis a sete anos para atingir a idade de corte. Em menor proporção é também utilizado o pinus. Para produzir uma tonelada de papel são necessárias aproximadamente duas toneladas de eucalipto, que equivale a 20 árvores.
Sua principal matéria-prima é a celulose, obtida a partir de fibras celulósicas, retiradas dos troncos dessas árvores. São usados também produtos inorgânicos para dar ou melhorar certas propriedades do papel.
Papel é fundamental ao nosso modo de vida. Por isso, não há como negar a importância dessa atividade econômica. Porém, como qualquer outra, se não for exercida com responsabilidade sócio-ambiental, torna-se fator de degradação e destruição de ambientes naturais.
Como qualquer outra monocultura, plantios florestais podem causar desmatamento e impactos sobre a biodiversidade; erosões; poluição hídrica por agrotóxicos, óleos e graxas (de caminhões e máquinas agrícolas) e carreamento de sedimentos (devido à aragem do solo, abertura de vias etc).
Como já existem muitas áreas desmatadas em todo o país e grande parte delas está abandonada, não há necessidade de desmatamento para produção de papel.
PROCESSO PRODUTIVO
Quando chegam à idade adequada, as florestas são cortadas e a madeira é transportada às fábricas por caminhões, que normalmente utilizam combustíveis fósseis, que liberam gases poluentes na atmosfera. Esse impacto deve ser minimizado ao máximo através da regulagem de motores e economia de combustível. As florestas industriais absorvem gases de carbono quando estão em crescimento. Quando são cortadas, há liberação dos mesmos para a atmosfera, impacto que não há como ser evitado.
OBTENÇÃO DE CELULOSE
As toras, ao chegarem à fábrica, são descascadas, lavadas, picadas em pequenos pedaços (para facilitar difusão dos reagentes químicos) e são, então, direcionados à etapa de formação da polpa.
O processo de polpação mais utilizado no Brasil é o Kraft, onde os cavacos de madeira são submetidos à reação com licor branco (hidróxido de sódio e sulfeto de sódio) dentro de um digestor. Ali, são mantidos a altas temperaturas e pressões, que dissolvem componentes da madeira que não interessam ao produto final, principalmente lignina – molécula orgânica associada à celulose.
Durante esse processo, há formação de compostos voláteis de enxofre (mercaptanas) que liberam mau cheiro. Esses compostos são classificados, usualmente, como Gases Não-Condensáveis (GNC), que podem ser diluídos ou concentrados. Para reduzir o odor e também a emissão de partículas (Sox – óxido de enxofre, CO – óxido de carbono e Nox – óxido de nitrogênio) para a atmosfera, instalam-se icineradores de gases. Porém, nem todas as empresas do setor possuem sistema de coleta e queima dos gases diluídos (apenas dos concentrados). Por isso, em muitas delas, ainda é comum perceber esse cheiro forte em seu entorno.
O processo de cozimento da madeira gera efluente conhecido como “licor negro”, que tem elevadas cargas de matéria orgânica e sólidos em suspensão. Uma típica indústria de celulose pelo processo kraft (1000 t/dia) pode despejar montante equivalente ao esgoto doméstico de uma cidade de 120 mil habitantes. Se este efluente não for tratado antes de ser despejado nos cursos d’água, pode causar gravíssimos impactos ambientais pois para ser processado pela natureza, retira todo o oxigênio da água, matando qualquer forma de vida em boa parte da mesma.
Por isso, todo efluente gerado tem de passar por estações de tratamento e só ser lançado nos rios atendendo às especificações da Resolução 357 do Conama e legislações estaduais.
A polpa resultante é submetida ao processo de branqueamento, que consiste em vários estágios onde são utilizados diversos reagentes químicos. Ela é lavada com grande quantidade de água entre um estágio e outro para que as substâncias responsáveis pela coloração sejam removidas. A água suja é tratada e enviada ao corpo d’água receptor.
Durante o processo de clareamento químico, pode haver formação de dioxinas (compostos organoclorados) devido à utilização de reagentes como dióxido de cloro. Conforme Resolução 357 do Conama, essas substâncias devem ser completamente eliminadas no tratamento dos efluentes antes de serem lançados nos corpos hídricos. Pesquisas têm sido feitas para reagentes alternativos como o ozônio e o peróxido de hidrogênio.
Por motivos diversos, o mercado dá preferência ao papel branco. Utilização de papel ecograph, que é clareado a oxigênio e as folhas ficam com coloração creme, pode ainda vir a ser alternativa, considerando que os custos ambientais de produção do papel branco são muito mais altos e caros.
Ao final do branqueamento, a celulose está bastante diluída em água, havendo, então, necessidade de secá-la para envio ao mercado consumidor. A máquina de secagem forma uma folha contínua de celulose, que é, logo em seguida, cortada em pedaços retangulares. Esses são empilhados e amarrados com arame, constituindo os fardos de celulose.
O transporte dos fardos para as fábricas onde será produzido o papel propriamente dito é feito por caminhões, gerando impactos já citados, relativos à queima de combustíveis fósseis. Como no Brasil o governo priorizou transporte rodoviário, o gasto dos mesmos é muito grande. A exportação normalmente é feita por navios.
FABRICAÇÃO DO PAPEL
Na fábrica de papéis, as folhas de celulose retornam à condição de polpa. Nessa etapa, são adicionadas a ela as chamadas cargas, que são produtos inorgânicos para proporcionar maior uniformidade, lisura e opacidade. Entre esses produtos o principal é o caulim (minério composto de silicatos hidratados de alumínio que apresentam plasticidade e resistência mecânica a seco). Além das cargas, podem ser adicionados outros produtos inorgânicos para se obter características necessárias aos diversos tipos e cores de papel, tais como colas e corantes.
Depois essa pasta é misturada a grandes quantidades de água, na proporção 1:99 (ou seja, uma parte de polpa para 99 partes de água), formando suspensão leitosa que será levada para as máquinas e cilindros que formarão a folha de papel. As folhas produzidas são inicialmente enroladas em enormes bobinas. Por fim, são cortadas mecanicamente e caminham por esteiras até serem embaladas, normalmente, com embalagens plásticas. São, assim como a celulose, transportados às empresas revendedoras por transporte rodoviário.
RECICLAGEM
No processo de reciclagem do papel, há redução considerável do consumo de energia e água e da poluição da água e do ar, se comparado à fabricação do papel a partir da matéria-prima virgem.
É importante ressaltar que as fibras resultantes dos papéis reciclados têm capacidade limitada de reciclagem – considera-se o limite entre 5 a 7 ciclos. A cada ciclo, elas perdem tamanho, flexibilidade e capacidade de ligação, por isso, a continuação da produção de fibras virgens é necessária. Além disso, o processo de reciclagem, como qualquer processo industrial, pode gerar impactos negativos ao meio ambiente se os efluentes resultantes não forem devidadamente tratados.
Papéis que podem ser reciclados
O processo de reciclagem no Brasil é infelizmente ainda muito pequeno, pois faltam infra-estrutura, fábricas e conscientização. Políticas públicas na área são poucas e frágeis.
Mas, podem ser recicladas folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, formulários de computador, cartolinas, cartões, envelopes, rascunhos escritos, fotocópias, folhetos, papel de fax, impressos em geral e tetra pak.
Devem estar secos, limpos (sem gordura, restos de comida, graxa etc), de preferência rasgados, e não amassados. As caixas de papelão devem estar desmontadas por uma questão de otimização do espaço no armazenamento.
No caso do papel, apenas 37% do volume total produzido é reciclado.
Para encaminhar papel para reciclagem, assim como plástico, metal, vidro, lâmpada e bateria, consulte o site www.rotadereciclagem.com.br. Basta digitar o endereço na ferramenta de busca e esta indicará onde encontrar os pontos de recolhimento mais próximos.
DESTINAÇÃO FINAL
A destinação dos papéis descartados gera impacto pelo alto volume de lixo gerado. Isso se deve à precariedade do sistema de coleta seletiva ou completa inexistência dele na maior parte do país.
Há muito desperdício de papel pelos consumidores finais: empresas, poder público e pessoas físicas. Excesso de embalagens (produtos vendidos com até três), baixa reutilização (impressão em somente um lado da folha) e não economia (impressões desnecessárias, descarte por qualquer motivo) são alguns deles.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como qualquer produto que consumimos, o papel tem seu ciclo de vida, e este que começa pelo plantio de florestas e termina com o consumo do produto por toda a sociedade. Muita gente desconhece isso, o que pode levar à despreocupação quanto aos danos ambientais que podem ser causados nas diversas etapas de seu processo de fabricação.
Redução de consumo é a melhor atitude que podemos ter pois, mesmo o papel produzido por empresas que atuam com responsabilidade ambiental traz consigo gasto de matérias primas retiradas do meio ambiente natural e impactos ambientais (mesmo minimizados).
Para ajudar consumidores responsáveis e conscientes, aqui vão algumas dicas para reduzir ao máximo possível o uso de papel. Por exemplo: não leve para casa excesso de embalagens, reutilize papel dos dois lados, evite imprimir o que não for essencial, dê preferência a produtos reciclados ou que possuem selo de certificação do FSC (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal – do inglês Forest Stewardship Council) e, finalmente, separe o lixo doméstico e doe materiais recicláveis para cooperativas de catadores.
Referência: AMDA: Jaime Batista Ramos
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Campanha contra acidentes BR 381
Depois desta mensagem, 40% da população da inglaterra, deixou de usar drogas e se alcoolizar, pelo menos, nas datas comemorativas.
Não temos este tipo de iniciativa aqui no Brasil.
Apesar de ser um video de cenas fortíssimas, vale a pena conferir e divulgar.
Vamos tentar diminuir o número de acidentes em nossa BR, assim valorizamos a vida.
Referência: Edson Arcanjo Gomes Gomes (edsonagomes@yahoo.com.br)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Historia da Igreja São José Operário
No dia 25 de Setembro de 1948, a comunidade cristã monlevadense inaugurava a Matriz de São José Operário no bairro Tieté, projetada pelo arquiteto Iaro Burian, no estilo “V Disfarçado” por solicitação da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira(CSBM). “V Disfarçado” é uma alusão à Vitória, saudando o fim da Guerra( 1942/1945), cujo slogan era inspirado na causa de Cristo, destacando o imensurável valor cultural do templo. O programa da festa lembra que o arquiteto Iaro Burian deixou perpetuado o “V Disfarçado” de Vereda, Verdade e Vida. É um templo diferente, onde o verde da floresta e o clima da arquitetura favorecem a espiritualidade e o encontro íntimo com “Deus”. No início da década de 40, a grande novidade da região era a atuação em expansão da Belgo Mineira, na época cumprindo sua função social e exercendo um papel paternalista, a empresa assegurava a seus trabalhadores e famílias a assistência médica, educação e moradia. Sabendo da grande importância da formação religiosa dentro da comunidade, sabedora da necessidade da criação de um espaço para celebração de Missas que eram realizadas na Fazenda Solar, pelo Padre de Rio Piracicaba, Levi de Vasconcelos, começou a construção da Igreja em Monlevade, que aconteceu em tempo recorde de 1942 a 1946 a Belgo Mineira providenciou a compra de todos os equipamentos, sinos, imagens e móveis para a Igreja. O então Arcebispo de Mariana Dom Helvécio Gomes, apresentou três sugestões para Padroeiro da Igreja: Santo Elói, Santa Bárbara e São José. A escolha coube ao Cônego José Higino de Freitas: “SÃO JOSÉ”, para representar os pais de famílias monlevadenses que em sua grande maioria eram metalúrgicos. A partir disso, Santa Bárbara e Santo Elói ganharam lugar nos altares laterais do templo, já São José, ficaria no lugar de destaque no hall da entrada principal. No dia 19 de Março de 1946, aconteceu a primeira Festa de São José de Monlevade, que posteriormente seria tradicional na cidade, sendo até mesmo comemorada juntamente com o Dia do Trabalhador. No mesmo ano, também, celebrou-se solenemente a primeira Missa, mas, em 1948, com decisão de Dom Helvécio de designar a realização do 1º Congresso Eucarístico Regional na Igreja de São José de Monlevade devido ao seu grande sucesso, o Arcebispo declarou a elevação da Igreja à Paróquia de São José de Monlevade, desvinculada da Paróquia de São Miguel de Rio Piracicaba, que mais tarde passaria a ser nomeada de Paróquia de São José Operário. Em 1959 e 1960 a Paróquia ganhou o concurso de sócios da rádio Atalaia, sendo a 1ª do país com o maior número de sócios fiéis da rádio. Como prêmio recebeu nos dois anos duas Imagens de Nossa Senhora Aparecida, já com 50 anos funcionando como paróquia e 56 desde o lançamento da Pedra Fundamental em abril de 1942, a Igreja São José Operário é a primeira plantada no solo árido de João Monlevade, dela saíram grandes líderes religiosos e comunitários que hoje são espalhados por todo país.Sua história também é marcada por tradicionais festas religiosas que mobilizam os cidadãos da cidade e de cidades vizinhas, como a vinda das Missões, Semana Santa, Corpus Christi e a Festa do Padroeiro.
Além da grande permanência do saudoso Cônego José Higino de Freitas, também trabalharam na Paróquia os Padres: Almir Aquino, Antônio Henriques de Albuquerque, José Maria Drehmans, Hildebrando de Freitas, Rafael Dant, Geraldo Peeter, Elder Luiz, Padre Miranda e Padre Gustavo. Este último, acumula também funções de Vigário a Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Vila Tanque. No começo o Padre Almir de Aquino foi o Capelão da Igreja e, em 04 de Novembro de 1945, chega a Monlevade o Padre José Higino de Freitas, que mais tarde teria grande estima e influência na comunidade, permanecendo na Paróquia até julho de 1975. O Cônego José Higino de Freitas é a imagem maior que podemos sentir durante toda existência da Paróquia. Ele foi figura ímpar na história religiosa deste município, pioneiro da fé e do ensino artífice de tão maravilhoso trabalho. Coube a ele, a organização e método, dotou a Paróquia de sólida organização, trabalhador, implantou todas as associações leigas que se faziam mister, criativo, instalou nas dependências da casa paroquial nos anos 50, uma pequena estação de rádio, com que se comunicava com seu povo. Educador consumado fundou e dirigiu o Ginásio Monlevade. Por 30 anos, conduziu os destinos desta cristandade e só afastou do pastoreio das ovelhas quando a doença lhe minou a saúde, provocando posteriormente sua morte.
O primeiro batizado realizado na Matriz de São José, data de 10 de dezembro de 1944, filho de Joaquim Moisés e Maria da Conceição, os padrinhos escolhidos foram Isabel Antônio de Oliveira e Abigail da Cruz, celebrado pelo Padre Almir de Resende Aquino.
O primeiro casal a selar laços de matrimônio na Matriz foi Antônio Paulo de Oliveira, na época com 28 anos e idade e Ana Lima, que na ocasião tinha 25 anos, no dia 03 de janeiro de 1945 às 16 horas em cerimônia celebrada pelo Padre Almir de Resende Aquino.
Sem dúvida, a paróquia de São José Operário ocupa uma página importante com letras maiúsculas na história desta nossa Monlevade adorada, história cultural e religiosa, cujos valores são incomensuráveis para todos nós monlevadenses, que de fato amamos esta terra querida.
E neste ano jubilar do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua Exa. O Bispo Diocesano Dom Lélis Lara designou a Igreja de São José Operário com templo de peregrinação oficial durante o ano Santo. Tempo para meditar, usufruindo inclusive das indulgências plenárias concedidas pelo Papa e para completar a nossa imensa alegria, nada mais justo do que tê-la com “SÍMBOLO DE JOÃO MONLEVADE”.
Referência: http://dioceseitabira.org.br/



